Ativo não circulante: o que é, tipos e exemplos práticos

Ativo não circulante se refere aos bens e direitos que são permanentes em uma empresa. Saiba mais sobre o conceito e sua importância

O ativo não circulante é uma das rubricas que mais se repetem em documentos contábeis. Saber do que se trata é de grande utilidade para gestores e pessoas que decidem os rumos de um negócio.

Afinal, sua oscilação (ou não) pode indicar que a empresa está se descapitalizando ou mesmo que é hora de pensar em expandir.

Quer entender melhor o que significa e como aplicar esse conhecimento em suas atividades?

Então, fique por aqui para saber mais sobre o ativo não circulante de forma simples e direta.

Ativo não circulante: o que é?       

Você já deve saber que, em termos contábeis, ativos são todos os bens e direitos a que uma empresa faz jus, certo?

Os ativos podem ser do tipo circulante, cuja principal característica é apresentar liquidez imediata. Isto é, podem ser facilmente convertidos em dinheiro.

Já o não circulante compreende todos os bens e patrimônio que não possam, pelo menos no curto prazo, serem liquidados.

Só essas duas definições já nos dariam uma boa ideia do que tratam, não é mesmo?

Contudo, essas duas categorias têm outras diferenças significativas entre si.

Vamos ver quais são.

Diferença para o ativo circulante           

Como vimos, liquidez é a propriedade que um bem ou direito tem de ser transformado em receitas de forma imediata ou em um prazo muito curto.

Essa é, basicamente, a principal diferença do ativo não circulante para o circulante.

Mercadorias em estoque, por exemplo, fazem parte do ativo circulante de uma empresa, já que podem ser rapidamente transmutadas em valores monetários.

Fica clara a conexão com o termo circulante, se considerarmos um outro conceito: o giro de mercadorias.

Tipos de ativo não circulante         

Ativos e passivos contábeis podem ser classificados de diversas maneiras – e, com o ativo não circulante, não é diferente.

Do ponto de vista da gestão, é importante diferenciá-los para que os resultados financeiros e contábeis sejam interpretados corretamente.

Dessa forma, você ganha um poder muito maior na hora de tomar decisões que afetem o futuro do seu empreendimento ou da empresa da qual faça parte.

Sendo assim, vamos ver a partir de agora quais são os quatro tipos de ativo não circulante e a que bens e direitos eles se referem.

 

Investimentos

Empresas, assim com pessoas físicas, podem obter rendimentos de outras fontes que não sejam suas atividades operacionais.

Aplicações financeiras, nesse aspecto, são o tipo mais comum de ativo não circulante, uma vez que são abertas a qualquer um que se disponha a aplicar.

Entram nesse tipo de ativo as aplicações de caráter variável, como ações, bitcoins, moedas, derivativos ou commodities.

Bens físicos e que possam ser alvo de especulação também compõem essa categoria de ativos.

Podem ser citados como exemplos, ainda, obras de arte, metais preciosos ou direitos que possam ser negociados.

 

Intangível

Bens intangíveis são, talvez, as fontes mais valiosas de rendimentos, pelo fato de representarem, em essência, direitos.

É o caso do uso de marcas e patentes, que podem ser exploradas ao longo do tempo, em muitos casos em prazos e formas indefinidos.

Também fazem parte desse tipo de ativo não circulante processos de fabricação exclusivos e tecnologias apropriadas para fins específicos, desde que seus direitos sejam da empresa.

A propriedade intelectual e os direitos de uso de imagem também integram os ativos de natureza intangível não circulante.

 

Realizável a longo prazo

Um ativo não circulante realizável a longo prazo tem uma característica bastante peculiar, que é a impossibilidade de ser utilizado em menos de um ano.

Compõem essa categoria de ativos direitos ou contas cujo prazo para expirar sejam indefinidos.

Portanto, são considerados ativos realizáveis a longo prazo investimentos financeiros com data de liquidação superior a 365 dias.

Créditos fiscais ou impostos recuperados, por serem exequíveis apenas no exercício fiscal seguinte, também são classificados dessa forma.

 

Imobilizado                

Por sua vez, os ativos imobilizados, como o nome já entrega, são aqueles que não podem ser liquidados em função de sua constituição física imutável.

Como exemplo clássico, temos os imóveis em suas diversas formas. Casas, apartamentos, salas comerciais ou galpões industriais são alguns deles.

Ainda, podem entrar para essa galeria de ativos veículos, máquinas, equipamentos e até recursos naturais de exploração contínua, como jazidas minerais.

 

Exemplos práticos de ativo não circulante    

Considerando os exemplos já citados e as características dos quatro tipos de ativo não circulante, já dá para ter uma boa ideia do que eles são na prática.

Os móveis de uma empresa, nesse aspecto, são um outro bom exemplo de ativo não circulante, até porque eles são essenciais para o desenvolvimento de suas atividades.

As participações societárias também podem ser citadas, já que fazem parte do grupo de ativos relacionados a investimentos.

A importância do Balanço Patrimonial  

O ativo não circulante integra o Balanço Patrimonial e, por isso, é um instrumento muito importante para a análise dos resultados.

Um contador poderia fazer tudo sozinho sem a intervenção do gestor? Certamente.

Mas não seria muito melhor se o administrador do negócio compreendesse o significado dos termos que ele utiliza em seus documentos e relatórios?

Enfim, esperamos que este artigo o ajude a ter uma ideia mais ampla a respeito do ativo não circulante e como interpretá-lo para decidir com maior margem de acerto.

Se restou alguma dúvida, deixe um comentário.

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