Custo total de propriedade e sua importância no investimento

É uma forma de mensurar seus gastos durante todo o ciclo de vida do ativo.

O custo total de propriedade é uma forma de mensurar seus gastos durante todo o ciclo de vida do ativo, com essa métrica, você consegue avaliar quais custos terá após o investimento em bens e tecnologias, por exemplo.

Muitas vezes, os gastos pós-aquisição não são considerados pelos investidores, incluindo manutenção, seguros e taxas, por isso, é importante conhecer o custo total de propriedade para tomar decisões mais seguras sobre investimentos.

Neste artigo, você vai aprender como revelar esses custos ocultos e aplicar com mais eficiência.

Custo total nos investimentos

Toda avaliação econômica deve incluir uma análise de custo total detalhada, principalmente quando um investimento está em jogo.

Afinal, há diversos tipos de custos envolvidos na compra e operação de ativos, que precisam entrar no cálculo para determinar o retorno esperado.

No caso das ações, fundos e títulos, por exemplo, muitos investidores acabam se concentrando na rentabilidade e se esquecem de calcular custos como:

  • Taxa de administração cobrada pelas corretoras para remunerar os gestores dos fundos
  • Taxa de performance de acordo com o desempenho de fundos de ações, multimercados ou cambiais
  • Taxa de custódia para cobrir os custos da Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) em títulos do Tesouro Direto, ações e ETFs (Exchange Traded Funds)
  • Emolumentos ou taxas cobradas pela operação na bolsa de valores
  • Taxa de corretagem cobrada no ato da negociação dos ativos
  • Taxas de entrada e saída sobre novos aportes ou retiradas fora do prazo
  • Taxa de carregamento específica dos planos de previdência privada
  • Imposto de Renda (IR) e Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Todos esses encargos devem ser levados em conta na hora de escolher um investimento, e o mesmo ocorre com as empresas.

Antes de investir em um negócio, é fundamental conhecer os custos totais de operação, que podem ser diretos — relacionados à produção — ou indiretos — relacionados ao funcionamento geral da organização.

Entram na conta os custos e despesas com matérias-primas, compras de fornecedores, equipamentos, salários, logística, locação e manutenção de espaços, contas de consumo e serviços terceirizados, por exemplo.

Ao conhecer esses custos, você pode calcular com mais precisão a lucratividade da empresa e fazer projeções, garantindo que seu dinheiro está sendo aplicado em uma operação sustentável em longo prazo.

O que é o custo total de propriedade

O custo total de propriedade é uma métrica que ajuda você a prever alguns gastos normalmente ocultos, que não entram na maioria dos cálculos.

O termo vem do inglês Total Cost of Ownership (TCO) e foi criado pela famosa consultoria global Gartner, especializada no mercado de TI.

Originalmente, o conceito era utilizado para analisar a viabilidade de investimentos em TI, incluindo custos de aquisição, gerenciamento e suporte de hardware e software.

Diferentemente de outras métricas contábeis, o TCO abrange todos os custos de uso e manutenção de tecnologias e equipamentos durante sua vida útil, prevendo até os gastos com treinamentos, assistência técnica e qualquer perda de produtividade.

Muitas vezes, esses custos pós-transação são ignorados ou negligenciados pelas empresas e investidores.

Logo, o custo total de propriedade funciona como uma lente de aumento sobre os gastos, revelando os encargos ocultos em cada ativo adquirido.

Com o tempo, a métrica passou a ser aplicada para vários tipos de ativos, e não somente sistemas e equipamentos de TI.

Como calcular o custo total de propriedade

Para calcular o custo total de propriedade sobre um ativo, você precisa conhecer melhor quais são os gastos envolvidos.

Siga o passo a passo para acertar de primeira.

 

1. Comece categorizando os custos

O primeiro passo para obter o custo total de propriedade é dividir os gastos em três principais categorias:

  • Custos de aquisição: são os custos da compra dos ativos, incluindo equipamentos, sistemas, transporte, horas de trabalho para implementação e gastos necessários para manter sua operação no dia a dia
  • Custos de implementação: envolvem a contratação de consultoria, configurações e instalações e serviços de terceiros em geral
  • Custos de suporte e manutenção: são os custos destinados à manutenção e suporte do serviço, desde assistência técnica até suprimentos.

 

2. Inclua tarifas, impostos e seguros

Outros custos que devem ser incluídos no cálculo são as taxas, impostos e seguros necessários para o investimento.

Como vimos, o investimento em ações abrange várias taxas e encargos, e o mesmo ocorre com a contabilidade de custos de uma empresa.

 

3. Defina o período de cálculo

O custo total de propriedade deve ser calculado com base em um período específico, que representa o ciclo de vida do ativo.

No caso de um equipamento ou produto, por exemplo, deve ser levada em conta a vida econômica do ativo — tempo útil de retorno financeiro — e vida depreciável — prazo para depreciação do bem.

Assim, é possível calcular todos os custos variáveis e recorrentes nesse período.

 

4. Calcule também o Benefício Total de Propriedade

Depois de somar todos os custos e encontrar o custo total de propriedade, também é importante calcular o benefício total de propriedade (do inglês, Benefits of Ownership).

Esse valor é basicamente o retorno sobre o investimento, obtido a partir do cálculo do retorno total de propriedade (lucro líquido com a utilização do ativo).

Assim, é possível comparar os dois indicadores e decidir se vale a pena seguir com o investimento.

Logo, se você está pensando em investir em um ativo que se encaixa nesses parâmetros, o custo total de propriedade é sua melhor fórmula para ter certeza sobre os lucros em longo prazo.

Gostou de conhecer melhor essa métrica?

Então, continue acompanhando os conteúdos da Capital Research para aprender como avaliar seus investimentos e fazer o melhor negócio.

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