Influência do estresse nos investimentos: como lidar?

Para um investidor iniciante, a influência do estresse em seus investimentos pode gerar consequências ruins.

estresse nos investimentos

O estresse pode fazer com que você tome más decisões nos investimentos. Para a maioria das pessoas, isso não é novidade – principalmente para quem investe há mais tempo.

Para investidores iniciantes, a influência do estresse nos investimentos pode gerar consequências ruins. Neste artigo, descubra como esse processo ocorre e como evitar que ele destrua sua rentabilidade.

Estresse – o que é e como ele funciona?

Quando falamos na área financeira, o estresse se manifesta quando sentimos que nossas finanças estão em risco. Na verdade, o estresse em qualquer situação é uma reação relacionada a um perigo que pareça iminente

Voltando as finanças, o estresse financeiro normalmente está relacionado a uma situação de instabilidade, como perda do emprego ou quedas repentinas na Bolsa de Valores – o que muitos estão vivenciando com a recente pandemia do novo Coronavírus – COVID-19.

O problema com o estresse nesses momentos é que eles afetam nossa capacidade de decidir em todos os aspectos. A influência do estresse é justamente a de eliminar o motivo pelo qual ele está acontecendo em primeiro lugar.

Quando isso não pode ser feito em curto prazo, você continua a sentir os efeitos, significando menor capacidade de se manter focado ou tomar decisões de longo prazo. Até mesmo atividades como se divertir ou relaxar são prejudicadas quando está sob influência do stress.

Ou seja, isso também acaba por afetar a sua capacidade de investir, já que irá demorar mais ou simplesmente não conseguir absorver dados importantes para decidir. O que pode nos levar a decisões precipitadas e equivocadas.

A influência do estresse nos investimentos é estudada por um campo de estudo chamado economia comportamental. Conheça o trabalho desse campo a seguir.

Economia comportamental – o que é?

Um campo de estudo que se desenvolveu ao longo dos últimos 60 anos, a economia comportamental surgiu a partir de uma mudança no status quo: não decidimos sobre finanças de maneira completamente racional.

Na verdade, nossas emoções costumam exercer forte influência sobre a maneira que compramos ou investimos. Por isso que é tão difícil decidir quando estamos sob influência do estresse nos investimentos.

Como evitar que a influência do estresse te atrapalhe?

A influência do estresse é bem forte e muitas vezes difícil de evitar, mas existem alguns passos a tomar que podem amenizar o seu efeito. Confira abaixo:

  • Se eduque financeiramente: estudar e conhecer métodos e técnicas podem te ajudar a aliviar os sintomas da influência do estresse. Quanto mais ferramentas têm, mais preparado se sentirá para encarar problemas financeiros;
  • Organize seu capital para investir: se está sofrendo estresse financeiro e tem capital para investir, separe uma parte em específico para essa atividade. Se imponha limites de maneira a não comprometer suas finanças no mercado financeiro em busca de solucionar um problema de curto prazo;
  • Defina metas e prazos: se organizar para resolver um problema é a melhor maneira de não ser tão influenciado pelo stress da situação. Defina metas, prazos e métodos para agir. Assim, evitará ações provocadas pelo desespero.

Defina o seu perfil de investidor!

Saber qual é o seu perfil de investidor é a melhor saída para descobrir a melhor maneira de agir e evitar a influência do estresse nos investimentos.

Existem três principais perfis de investidor no mercado financeiro. Saiba quais são logo abaixo:

  • Conservador: com grande aversão ao risco, prefere rentabilizar a longo prazo. Tem pouco ou nenhum interesse nos riscos ao investir em ações, optando por investimentos de renda fixa, mais seguros e previsíveis como o Tesouro Direto;
  • Moderado: o investidor moderado também tem certa aversão ao risco, mas tem mais tolerância para diversificar sua carteira e incluir alguns ativos de renda variável;
  • Agressivo: quem segue esse perfil está mais interessado no ganho a curto prazo, mesmo com os riscos. Também acaba por ser o mais afetado pela influência do estresse, embora seja necessário ser frio e calculista para suportar a volatilidade do mercado.

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