Experiências passadas nos investimentos: como afetam decisões?

Você sabia que as suas experiências passadas podem influenciar diretamente os seus investimentos?

Experiências passadas nos investimentos

É necessário se atentar ao efeito de nossas experiências passadas nos investimentos. A experiência é boa professora e certamente irá te ensinar lições valiosas.

Mas algumas destas lições podem não ter tanta valia. Por isso, é importante ficar atento para que as experiências passadas não te guiem em direção às más decisões.

Nem tudo que aconteceu de ruim em seu passado se repetirá atualmente. Ter investido em um ativo que te deu prejuízo no passado não significa que perderá dinheiro novamente.

Por isso que vamos mostrar ao longo do artigo como nossas experiências passadas nos investimentos afetam nossa capacidade de decisão e, consequentemente, afetar nossa rentabilidade na Bolsa de Valores. Confira abaixo!

Experiências passadas – o que são e como operam?

Quando revivemos lembranças da nossa vida e encontramos situações semelhantes, temos a tendência de acreditar que os resultados se repetirão. Isso acontece mesmo quando existem algumas diferenças.

Se você ainda está no grupo de investidores iniciantes, provavelmente não é tão afetado por esse viés cognitivo. Por outro lado, caso já tenha alguns anos de experiência na Bolsa de Valores, certamente toma algumas decisões baseadas em experiências passadas, seja quando obteve grande lucro ou bastante prejuízo.

É assim que esse viés funciona. Quando estiver perto de uma situação que se parece a um evento passado, terá a tendência de agir de forma contrária – caso tenha sofrido prejuízo – ou a favor, caso tenha obtido lucro.

Porém, é importante notar que mesmo as situações parecidas podem ter resultados diferentes no mercado de renda variável. Detectá-las e se informar é a melhor maneira de saber se deve seguir esse viés ou não.

As experiências passadas são um viés cognitivo estudado dentro da economia comportamental. Conheça mais sobre esse campo de estudo a seguir.

Economia comportamental – o que é?

Apesar de existirem indícios do estudo da economia comportamental desde os tempos de Adam Smith – considerado o pai do liberalismo econômico -, essa linha teve um grande avanço na metade final do século XX.

De 50 anos para cá, foi descoberto que nossas decisões sobre gestão financeira são em grande parte emocionais. Ou seja, quando decidimos comprar algo ou investir em um ativo, existem emoções que estão por trás da decisão.

O pensamento racional não é o único responsável pelas suas decisões. Como mencionamos anteriormente, as experiências passadas são um dos vieses cognitivos estudados pela economia comportamental e fazem parte do conjunto de emoções que influenciam essas decisões.

5 vieses cognitivos da economia comportamental

O viés das experiências passadas não é o único que afeta nossas decisões. Por isso, conheça em seguida outros vieses cognitivos que nos influenciam na hora de decidir.

 

Viés de reciprocidade

Quando alguém faz algo por nós, sentimos uma espécie de obrigação de retornar essa ação. Seja um presente ou um favor sem nenhuma expectativa de retorno, ainda assim ficamos com esse sentimento de dívida.

Isso acontece por conta do viés de reciprocidade. O pior: eles também podem afetar nossa relação com ativos de nossa carteira. Quando temos ativos que sempre costumaram render bem, sentimos uma espécie de pena, como se estivesse a se livrar de alguém que nos ajudou muito.

Ainda assim, vale lembrar que ativos não ficam magoados. Caso não sejam mais rentáveis, é importante que se livre deles para não acentuar o seu prejuízo.

 

Viés de reação extrema

É provável que tenha tomado decisões equivocadas com a recente pandemia do coronavírus, que derrubou bolsas de valores no mundo todo.

Isso acontece por conta do viés de reação extrema, que costuma acontecer frente a acontecimentos de grande impacto e nos leva a tomar decisões precipitadas e igualmente extremas.

 

Viés das figuras de autoridade

Pais, mães, professores, influenciadores…todos eles também afetam sua capacidade de investir. Afinal de contas, para você eles tem o status de figuras de autoridade.

Ao confiar excessivamente nessas figuras, você perde a capacidade de decisão, escolhendo apenas de acordo com o que eles decidem que é bom. Porém, eles também são humanos afetados por vieses cognitivos e podem errar.

Por isso, é sempre indicado estudar as suas recomendações para conferir se elas realmente são valiosas.

 

Viés de poder dos incentivos

Outra tendência em decisões, o poder dos incentivos age de maneira quase invisível. Ele ocorre quando temos a promessa de ganhos em curto prazo.

Mesmo que não seja o maior prêmio, temos a tendência de escolhê-los justamente para recolher essa premiação mais rapidamente. É perigoso deixar que esse viés domine suas decisões no mercado de renda variável, que costuma apresentar maior risco.

 

Viés de otimismo

Se considera uma pessoa otimista? Então esse viés está bastante presente nas suas decisões do dia a dia.

O viés de otimismo acredita que os resultados de um investimento ou ação incerta tem mais chances de serem positivos. Ou seja, diminuímos ou ignoramos os riscos da aplicação, esperando pelo melhor.

Esses são alguns dos vieses cognitivos que nos afetam diariamente. Agora, como lidar com o viés de experiências passadas nos investimentos? Confira abaixo!

Como usar as experiências passadas em nosso favor?

Já mencionamos o que considerar na hora de usar as experiências passadas ao nosso favor, mas vamos reiterá-las aqui para que ela fique gravada em sua mente.

Ter as experiências passadas como viés cognitivo não é necessariamente ruim. O que aprendeu em sua jornada como investidor é valioso e deve sim ser considerado na tomada de decisão.

Porém, é importante saber quando ela está nos ajudando e quando ela pode atrapalhar. Como descobrir isso?

Estudando sobre o mercado e o ativo que pensa em investir ou evitar. Pense também se as variáveis são realmente as mesmas que teve na experiência anterior. Assim, terá dados o suficiente para saber se deve seguir uma experiência passada ou se deve a desconsiderá-la no momento.

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