Imposto de Renda na renda fixa: entenda a mordida do Leão nos investimentos

Não sabe como funciona a incidência de Imposto de Renda na renda fixa? Preparamos um guia com todas as informações.

Por se tratar de um investimento conservador, muita gente ignora a incidência do Imposto de Renda na renda fixa.

Nem seria preciso dizer, mas não custa alertar que: quem se mostra menos atento, perde oportunidades de investir melhor o seu dinheiro.

A verdade é que há aplicações financeiras de renda fixa isentas da mordida do Leão, enquanto que, em outras, a alíquota utilizada varia conforme o prazo de resgate. Se você tem dúvidas a respeito, siga a leitura.

Para ampliar seu conhecimento e ter acesso às melhores decisões sobre o futuro do seu dinheiro, preparamos um guia que explica tudo sobre o Imposto de Renda na renda fixa.

Conheça a tabela regressiva do IR e veja quais aplicações tributadas.

Entenda o Imposto de Renda na renda fixa

O Imposto de Renda (IR) é um tributo que incide sobre os recebimentos de pessoas físicas e jurídicas. De acordo com suas regras legais, a tributação será aplicada sobre salários, doações, compras e vendas realizadas, além de outras formas de rendimento.

O IR pode ser recolhido de duas maneiras: pagamento após o envio da declaração de ajuste anual (DIRPF, para pessoas físicas) ou retido na fonte.

Todos os anos, os contribuintes obrigados ao envio da DIRPF devem organizar documentos que comprovem tanto seus recebimentos, quanto seus gastos.

Após o envio da declaração anual de imposto de renda, ele saberá se deve ou não contribuir com algum valor. 

Pode inclusive, ter créditos a resgatar – a famosa restituição do IR.

Esse valor a pagar ou a receber do tributo é calculado, entre outros componentes, com base na segunda modalidade de recolhimento: o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF).

O IRRF é um tipo de contribuição em que o IR é descontado diretamente na origem da movimentação financeira. 

Quando o contribuinte vai fazer seu resgate, ele recebe o valor aplicado já com o Imposto de Renda descontado.

Assim, logo após o envio da declaração, a Receita Federal vai comparar o valor devido em IR com as possíveis deduções e recolhimentos na fonte. Se houve pagamento excedente do tributo, o declarante terá direito à restituição. O IRRF vale para o Imposto de Renda na renda fixa e seus investimentos. 

Assim, um investidor que aplica em Tesouro Direto, CDB ou Letras de Câmbio resgata a aplicação com o IR já descontado dos seus rendimentos.

Existe uma tabela de alíquotas do tributo aplicado sobre rendimentos de capital. 

Veja, abaixo, como ela funciona.

Tabela Regressiva do Imposto de Renda

Quanto maior o tempo do dinheiro passar aplicado em algum tipo de investimento, menor será a alíquota do IR. 

Essa é a lógica da tabela regressiva do tributo.

Dessa forma, os investimentos em renda fixa de longo prazo e tributados pelo IR se tornam mais atrativos do que os resgatados no curto prazo.

Confira, assim, quais são as alíquotas da tabela regressiva:

  • Até 180 dias: 22,5%
  • Entre 181 e 360 dias: 20%
  • Entre 361 e 720 dias: 17,5%
  • Acima de 720 dias: 15%.

Mas, atenção: alguns tipos de aplicações financeiras são tributadas por uma modalidade chamada “come-cotas”. 

Os fundos de investimento em renda fixa são um exemplo.

O come-cotas é uma espécie de recolhimento antecipado do Imposto de Renda, fazendo a aplicação periódica do IR, a 15%, sobre os rendimentos. 

No entanto, a alíquota é referente aos investimentos de longo prazo, acima de 720 dias.

Por isso, se o cotista de fundos resgatar o valor antes do período de dois anos, deverá fazer o pagamento da diferença entre o IR cobrado e aquele que é realmente devido.

Imposto de Renda sobre Renda Fixa – Investimentos Tributados

As seguintes modalidades de renda fixa são tributadas pelo IR:

  • Títulos públicos – Tesouro Direto;
  • CDB – Certificado de Depósito Bancário;
  • Letras de Câmbio;
  • Debêntures;
  • Fundos de Renda Fixa.

Imposto de Renda sobre Renda Fixa – Investimentos Isentos

Algumas aplicações financeiras são isentas do Imposto de Renda.

Confira a lista:

  • LCI – Letras de Crédito Imobiliário;
  • LCA – Letras de Crédito Agrícola;
  • CRA – Certificado de Recebíveis Agrícolas;
  • CRI – Certificado de Recebíveis Imobiliários;
  • Debêntures incentivadas;
  • Caderneta de Poupança.

Outro ponto de atenção: mesmo que estes investimentos não sejam tributados na fonte, o investidor pode ser obrigado a informá-los na declaração do IR.

Assim, se ele se enquadrar em alguma das obrigações para a DIRPF e investir em renda fixa isenta do IR, deve informar à Receita Federal os valores aplicados.

Como o IR afeta a renda fixa?

Como você viu até aqui, não dá para ignorar a incidência do Imposto de Renda na renda fixa.

A verdade é que a rentabilidade de qualquer tipo de investimento é afetada diretamente pelos impostos e outras taxas. No caso da renda fixa, o IR pode representar uma mordida generosa nos rendimentos.

Especialmente nos resgates de curto prazo, o Imposto de Renda tem impacto significativo sobre as aplicações. 

Mas, a partir das modalidades de médio e longo prazo, os investimentos em renda fixa se tornam mais atrativos.

Quanto às aplicações isentas, fique de olho nas taxas de remuneração, já que o valor pode ficar abaixo do oferecido pelos investimentos tributados.

Por isso, sempre que for investir em renda fixa, observe os dados sobre os impostos incidentes. 

Aqui, na Capital Research, a gente te atualiza sobre essas e outras informações sobre investimentos.

Invista mais e melhor com a Capital Research!

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