Ações

Carteira de Ações - Novembro/2020

Felipe Silveira30/10/2020

Conforme havia antecipado no mês passado, de fato, outubro foi marcado por bastante volatilidade, principalmente em sua segunda metade.

O mês até que vinha bem, recuperando parte das perdas de setembro, apesar de alguns percalços no caminho.

O mercado continuou na expectativa de aprovação de um novo pacote de estímulos nos EUA. No início de outubro Trump chegou a interromper as negociações com os Democratas, afirmando que aprovaria um grande pacote econômico após as eleições, o que foi mal recebido. Mas logo ele voltou atrás e as negociações foram retomadas.

Porém, o mês terminou e não se chegou a um acordo. Novas discussões devem ficar apenas para após o fim das votações, que acontecerá em 3 de novembro.

No Brasil, a preocupação com a questão fiscal do governo continuou no centro das atenções. Paulo Guedes e Rodrigo Maia voltaram a se entender e a se unir a favor das reformas econômicas e do teto dos gastos. Porém, durante o mês, não houve avanço nessa direção e na última semana eles voltaram a se desentender.

Também vimos uma aceleração da inflação, novamente puxada pelos preços dos alimentos. Todavia, também saíram notícias sobre empresários relatando dificuldades para comprar matérias-primas, como papelão, aço e plástico, o que tem elevado a alta dos preços, elevando mais ainda a preocupação com a inflação.

Apesar disso, e ainda que continue afirmando que a questão fiscal é um dos principais riscos para a estabilidade doa preços, o Copom manteve a taxa Selic em 2,00% a.a., indicando que deve continuar nesse patamar por um tempo.

Falando em Selic, desde setembro, o Tesouro Selic vinha apresentando desvalorização, em decorrência de os investidores terem passado a demandar um deságio para aplicar no título, equivalente a exigirem maiores taxas, em função do aumento do risco fiscal e do grande volume de rolagem de dívida pelo governo.

Para contornar esse problema, Banco Central e Tesouro Nacional implementaram uma ação conjunta, alterando a estratégia de oferta de títulos públicos e de operações compromissadas, limitando a frequência, prazos e valores de leilões das operações compromissadas, o que chegou a funcionar durante alguns dias, com o Tesouro Selic recuperando parte das perdas.

Na Europa (e também nos EUA), os casos de covid-19 continuaram a aumentar em ritmo bastante forte, fazendo com que o número de casos diários nessa segunda onda já tenha ultrapassado de longe as quantidades vistas na primeira em alguns países.

Por isso, diversos países começaram a impor novas restrições. Na França, foi anunciado novo lockdown, que deve ficar em vigor até pelo menos 1º de dezembro. Já a Alemanha definiu uma paralisação parcial por um mês e a Itália implementou um toque de recolher para determinadas atividades. A Espanha está cogitando seguir o mesmo caminho desses países.

Em resumo, apesar de até termos visto alguns dados econômicos melhores do que o esperado no Brasil, EUA, China e outros países, a não evolução da agenda de reformas econômicas por aqui, a não aprovação de um pacote de estímulos nos EUA e a força da segunda onda de contágio de covid-19 e seus impactos praticamente zeraram os ganhos (ou até foram para o campo negativo) de boa parte dos ativos no mês, sejam em ações, renda fixa ou fundos imobiliários.

Olhando para a frente, é bem possível que vejamos novas quedas em decorrência de uma continuidade do aumento do número de infectados e de consequentes anúncios de novas restrições, que podem, na verdade serem oportunidades de compra (contanto que faça sentido dentro de seu perfil e que você esteja com sua reserva de emergência em dia) para quem investe pensando no longo prazo (nosso caso).

Os resultados das eleições americanas podem trazer alguma volatilidade, mas não vejo nenhum dos cenários possíveis como negativo no sentido de justificar uma redução da posição em IVVB11, ainda mais porque essa posição dolarizada serve de proteção para o resto do portfólio.

Nesse mês, optamos por retirar os papéis da Unidas da nossa carteira e incluir os papéis da Marfrig.

Lembramos que recomendamos que, do total de sua carteira de investimentos, aloque em ações apenas o percentual que recomendamos na Carteira Capital, de acordo com seu perfil de risco.

Carteira de Ações (Novembro/2020)

Ativo Setor/Tipo Alocação Preço P/E Forward

Preço da ação dividido pela expectativa de mercado do lucro por ação para os próximos 12 meses.

ROE 12M

Lucro líquido dos últimos 12 meses dividido pelo patrimônio líquido médio do período.

Ações Brasil 40%

Arezzo

ARZZ3

Bradesco

BBDC4

BTG Pactual

BPAC11

Cosan

CSAN3

CVC

CVCB3

Fleury

FLRY3

Magazine Luiza

MGLU3

Marfrig

MRFG3

SLC Agrícola

SLCE3

Vale

VALE3

Arezzo

ARZZ3

Calçados 4% R$ 60,30 32.3 6.2%

Bradesco

BBDC4

Serviços financeiros 4% R$ 20,16 8.0 11.6%

BTG Pactual

BPAC11

Serviços financeiros 4% R$ 72,50 15.6 17.1%

Cosan

CSAN3

Energia 4% R$ 64,99 14.3 15.3%

CVC

CVCB3

Turismo 4% R$ 12,28 5.8%

Fleury

FLRY3

Medicina diagnóstica 4% R$ 27,35 29.6 10.1%

Magazine Luiza

MGLU3

Varejo 4% R$ 24,63 331.3 7.0%

Marfrig

MRFG3

Frigoríficos 4% R$ 13,77 5.7 %

SLC Agrícola

SLCE3

Agrícola 4% R$ 25,57 10.1 11.7%

Vale

VALE3

Mineração 4% R$ 60,55 5.0 8.4%
Ações EUA 60%

S&P 500 (ETF)

IVVB11

S&P 500 (ETF)

IVVB11

ETF 60% R$ 202,60 20.4 11.5%

 

Com as taxas de juros na mínima histórica, é muito importante alocar uma parte de seus investimentos em ações para se obter maiores retornos no longo prazo.

Na Carteira de Ações, sugerimos 10 ações com o objetivo de superar a rentabilidade do Ibovespa no longo prazo, porém correndo um risco um pouco superior à alocação de ações indicada na Carteira Capital. Isso porque, aqui, a concentração do portfólio é maior.

Além do mais, também faz parte da carteira o IVVB11, ativo que replica o S&P 500, principal índice de ações dos EUA. Ele diminui o risco do portfólio, já que aumenta a diversificação e também pelo fato de os investimentos serem feitos em dólar (quando o dólar se valoriza em relação ao real, o IVVB11 se valoriza além da variação do S&P 500).

Entradas

Marfrig

MRFG3

Alocação: 4%

A Marfrig é a segunda principal produtora de carne bovina do mundo com capacidade de abater mais de 31 mil cabeças de gado por dia. Ela é a líder mundial no segmento de hambúrguer com capacidade de produzir até 232 mil toneladas de hambúrgueres por ano.

A companhia tem uma presença grande no mercado americano. A sua unidade na América do Norte responde por 72% da receita, considerando as vendas no mercado local e as exportações. E boa parte das vendas é realizada no mercado local, com consumidores americanos respondendo por 64% da receita da Marfrig.

O Brasil fica em terceiro lugar apenas, com 9%, atrás da China, destino de 10% da produção da companhia. A operação sul-americana da Marfrig tem 70% da capacidade certificada para exportar para a China, que é o principal destino da carne produzida no continente (34% da receita).

Nesse ano, a Marfrig fechou uma JV com a americana Archer-Daniels-Midland para explorar o mercado de “carne” de origem vegetal. O nome da empreitada é Plant Plus Foods.

A relação dívida líquida / EBITDA em dólares de 1,79x com custo médio de 6,13%. Já o múltiplo Preço / Lucro, considerando o resultado de 2021, está em 6,4x, abaixo da média do setor.

Mantidas

Arezzo

ARZZ3

Alocação: 4%

A Arezzo opera por meio de diversas marcas, que focam em públicos bem diversos, com 47 anos de experiência, sendo a líder no setor de calçados, bolsas e acessórios com cerca de um terço do mercado nas classes A e B. São mais de 14 milhões de pares vendidos por ano e quase 2 milhões de bolsas.

Entre os destaques financeiros, a companhia tem entregado crescimento médio de quase 9% no lucro líquido por ano desde 2015, com um modelo de negócios que consideramos bem interessante, devido às suas características asset light, com a maior parte das suas lojas no sistema de franquia e 90% da produção sendo terceirizada. Essas características permitem que a companhia mantenha um nível de endividamento bem baixo, com caixa líquido.

No mês de outubro, a companhia informou a aquisição do grupo Reserva, de moda. Avaliamos a aquisição como positiva, já que a Arezzo pagou um múltiplo EV / EBITDA (já considerando as sinergias) mais baixo do que ela é negociada na bolsa atualmente, e reforça o seu portfólio com uma marca forte em um segmento que amplia bastante o seu mercado endereçável.

Bradesco

BBDC4

Alocação: 4%

O Bradesco está negociando a cerca de 8x o seu lucro projetado para o ano que vem. Mesmo considerando que esse lucro pode ser revisado para baixo, ainda assim, é uma relação bem baixa, ainda mais considerando o modelo de negócios que já se mostrou extremamente resiliente e com retornos robustos mesmo em períodos de forte crise no passado.

Além disso, destacamos o elevado grau de provisão do resultado do Bradesco no primeiro semestre, que serve como uma espécie de colchão no balanço para amortecer o impacto de um possível aumento da inadimplência nos próximos trimestres.

Não ignoramos a concorrência dos bancos digitais, que devem impactar cada vez mais os números dos grandes bancos, os chamados incumbentes. Porém, vemos alguns segmentos, como crédito, ainda sendo dominado pelos bancões por um bom tempo. 

No mais, vale mencionar a atuação do Bradesco por meio do Next, o seu banco digital, que passou de 3,2 milhões de contas ao final do 3T20.

BTG Pactual

BPAC11

Alocação: 4%

O BTG é um banco que tem uma atuação bem diversificada, com receitas bem divididas entre algumas áreas consideradas core business e alguns outros negócios.

Entre os negócios principais, se destacam a atuação como banco de investimentos, na assessoria de M&A, além de participar da emissão de ações e de dívidas pelas companhias de capital aberto. Essa linha de receita mais do que dobrou em 2019 em relação a 2018. Além disso, há o negócio de crédito, focado em clientes corporativos. Há uma boa diversificação de empresas e setores.

O segmento que mais contribuiu para a receita do BTG em 2019, no entanto, não foi crédito ou o banco de investimento. As mesas do banco, impulsionadas pelo bom resultado das mesas de juros, de ações e de câmbio, responderam por quase um terço da receita total do BTG. É um dos segmentos, porém, com a menor previsibilidade de receita.

Para fechar as atividades principais do BTG, estão as áreas de gestão de recursos, a asset do banco e a assessoria de investimentos. Essa última, agora reforçada pela sua atuação digital. Essa é uma das principais razões da nossa recomendação, tendo em vista o espaço grande que o banco tem para explorar o mercado de investimento no varejo hoje dominado pela XP, sendo que a corretora ainda tem uma participação ínfima se considerarmos o tamanho dos bancões. Nesse sentido, o BTG fechou em julho um acordo com o EQI, um dos principais escritórios de AAI da XP.

Vale destacar também a participação que o BTG tem no Banco Pan, que também é uma das apostas do banco nesse processo de digitalização, focado em um público hoje não atendido pelo BTG diretamente.

Em setembro, o BTG lançou o BTG+, seu banco digital voltado para o varejo. E, em outubro, o banco anunciou a aquisição da corretora Necton.

Cosan

CSAN3

Alocação: 4%

A Cosan é uma empresa com três principais unidades de negócio:

1 – Raízen Energia, produtora de açúcar, etanol e energia elétrica (a partir do bagaço da cana-de-açúcar);

2 – Raízen Combustíveis, distribuidora de combustíveis e detentora da marca Shell e das lojas de conveniência Shell Select;

3 – Compass, que reúne os negócios no segmento de gás, incluindo a maior distribuidora de gás natural do Brasil e fornecedora dos segmentos industrial, comercial, residencial e automotivo, a Comgás.

Atualmente, o preço do açúcar está baixo, em função da alta produção global, o que vem impactando negativamente os resultados da Cosan. Enquanto isso, a cana é destinada em maior volume para a produção de etanol.

Já a Raízen Combustíveis apresenta performance superior à de seus competidores, com crescimento de volume total e por posto superior ao da média do mercado. Soma-se a isso ainda o fato de que em agosto do ano passado a empresa anunciou uma sociedade (para a qual vemos bastante potencial) com a mexicana Femsa, focada em expandir a rede de lojas de conveniência.

Setembro foi um mês movimentado para a Cosan. A companhia confirmou que está conversando com a Biosev para uma possível fusão, que tem interesse em refinaria da Petro que pode ser vendida e acabou cancelando o IPO da Compass. Já em outubro, a Compass fez uma proposta pela Gaspetro.

CVC

CVCB3

Alocação: 4%

A pandemia de covid-19 claramente tem um impacto muito pesado nos negócios da companhia no curto prazo. Com a proporção que a crise tem ganhado, é bem razoável também considerar que no médio prazo o segmento seja substancialmente prejudicado. Isso se deve, primeiro, pelo receio que devemos observar especialmente nos passageiros de turismo e também pela deterioração nas condições macroeconômicas pós-coronavírus.

Para mitigar esses efeitos, a companhia tem tomado algumas atitudes importantes.

Duas das que consideramos principais dizem respeito aos franqueados, um importante canal de vendas para a companhia. A CVC tem buscado obter linhas de crédito para esses microempreendedores, além de negociar diretamente com as administradoras de shoppings a situação dos aluguéis nesse primeiro período mais crítico.

A companhia também reduziu temporariamente em 50% a jornada de trabalho de parte considerável dos colaboradores (as exceções são aqueles trabalhando em temas considerados emergenciais) a partir de 1º de abril. Além disso, cortou em 50% o salário de diretores e membros do conselho de administração a partir da mesma data.

A CVC ainda suspendeu contratações e promoções, postergou projetos não prioritários e suspendeu investimentos em marketing.

A CVC estima que os gastos recorrentes mensais da companhia, com salários, impostos, investimentos prioritários e juros do endividamente, sejam de cerca de R$ 50 milhões.

Por fim, temos visto como muito positivas as iniciativas que o novo presidente da CVC vem detalhando sobre a transformação digital que a companhia deve passar.

Outubro foi um mês bem pesado para as ações da companhia por conta das notícias relacionadas ao avanço da segunda onda de coronavírus.

Fleury

FLRY3

Alocação: 4%

O Fleury é um grupo focado em medicina diagnóstica que tem cerca de 85% da sua receita vindos de 222 unidades de atendimento espalhadas por oito estados, com diversas marcas. As mais conhecidas são a própria marca Fleury e a “a+”.

Praticamente todo o resto de sua receita vem das suas operações em hospitais; são 25 instituições em que o Fleury está presente. Além disso, uma parte pequena da receita vem da atuação como laboratório de referência, em que outros laboratórios usam a expertise do Fleury na realização de exames de média e alta complexidade. A companhia ainda tem 51% no Grupo Papaiz, JV com a Odontoprev, que atua em diagnósticos odontológicos.

Além de crescer orgânicamente, a companhia tem sido uma das consolidadoras do setor, com três aquisições anunciadas em 2019, focadas no mercado nordestino.

Em setembro, a Fleury lançou o Saúde ID, marketplace da companhia voltado para o segmento.

Magazine Luiza

MGLU3

Alocação: 4%

A Magazine Luiza é uma das maiores varejistas do Brasil, com receita de R$ 19,8 bilhões em 2019. A companhia tem liderado os investimentos em inovação no setor, o que tem se traduzido em um crescimento acelerado, acima da média dos concorrentes, e em melhora substancial na sua rentabilidade.

Além disso, embaixo da Magalu, há duas sociedades: a Luizacred, com o Itaú, que opera nos segmentos de cartão de crédito e empréstimos; e a Luizaseg, com uma empresa do grupo BNP Paribas, que virou uma das líderes no Brasil em seguro de garantia estendida.

Para complementar, a companhia também tem sido bastante ativa em aquisições, com exemplos como a plataforma logística Logbee, a Softbox, de soluções para e-commerce, além da Netshoes, adquirida nesse ano após uma disputa ferrenha com a Centauro.

Em outubro, a Magalu anunciou mais duas aquisições, com destaque para uma empresa de logística voltada para e-commerce.

SLC Agrícola

SLCE3

Alocação: 4%

A SLC é uma das principais produtoras brasileiras de algodão, soja e milho, com atuação em seis estados brasileiros. A SLC atuava apenas em áreas próprias, algo que vem mudando nos últimos anos.

Na safra 2019/20, apenas 48% da área plantada era própria da companhia, com o restante sendo arrendamentos ou joint ventures. Além disso, a companhia tem terceirizado partes do processo, como a colheita de soja, que já é 38% terceirizada.

Isso ajudou à companhia reduzir o seu endividamento, que chegou a 1,22x o seu Ebitda, após um pico de 2,05x no meio do ano passado.

Olhando a divisão por produto, apesar de ser apenas 28% da área plantada, o algodão representa cerca de 50% da receita da companhia. Já a soja, com 53% da área, responde por outros 40% da receita e o milho, 19% da área, por outros 10%.

Entre as principais variáveis para a companhia estão os preços dessas commodities, o câmbio e o clima. Para mitigar o efeito do último, a companhia tem a diversificação entre as três culturas, além de metade da área plantada estar no Nordeste e a outra metade no Centro-Oeste.

Para os outros dois, a companhia tem uma política de hedge bem definida. Vale lembrar que o câmbio afeta as receitas e também as despesas, com pouco menos de um terço dos gastos dolarizados.

Vale

VALE3

Alocação: 4%

A Vale é uma das maiores produtoras de minério de ferro do mundo (deve voltar a ser a maior no ano que vem), segmento que responde por mais de 75% da receita da companhia. O restante está dividido entre metais básicos, com destaque para níquel e cobre, e carvão.

Os resultados recentes, como não poderia deixar de ser, têm sido muito afetados pela tragédia ocorrida em Brumadinho, no começo do ano passado. Além das despesas adicionais para reparar o irreparável, parte considerável da sua produção foi afetada pelas iniciativas para aumentar a segurança em sua operação. Além disso, no 2T, a pandemia também afetou a produção da Vale.

Ainda assim, a companhia não revisou o guidance, mas avisou que a produção deve ficar mais perto do piso da sua estimativa.

A queda do volume vendido teve dois efeitos principais. Por um lado, a companhia teve uma menor diluição do seu alto custo fixo, mas, por outro, houve elevação do preço do minério no mercado internacional, tendo em vista a importância da Vale nesse cenário.

O minério tem mostrado uma grande resiliência em relação a outras commodities nessa pandemia. A tendência era que a companhia retomasse o patamar de produção de minério de 2018 entre 2021 e 2022, o que pode ser alterado tendo em vista os efeitos do coronavírus. A Vale já revisou para baixo o guidance para 2020, por exemplo.

A nossa recomendação também está bastante embasada no grande desconto que vemos nos papéis da companhia em relação aos demais players do setor, listados no exterior.

S&P 500 (ETF)

IVVB11

Alocação: 60%

O IVVB11 é um ETF que replica o S&P 500, principal índice de ações dos EUA. Ao comprar IVVB11, se está adquirindo ações de 500 das maiores empresas americanas, sendo assim um investimento bastante diversificado. Entre elas estão Microsoft, Apple, Amazon, Facebook e Google.

Além dos benefícios comuns à maioria dos ETFs, outra característica positiva é que este fundo realiza os investimentos em dólar, servindo, assim, como proteção para o portfólio.

Saídas

Unidas

LCAM3

Alocação: 4%

Apesar de vermos com muito bons olhos a fusão da companhia com a Localiza, consideramos que o processo no CADE não deve ser trivial e que o risco do negócio não ser aprovado ou aprovado com restrições traz um potencial de perda considerável. Dessa forma, optamos por retirar as ações LCAM3 da carteira recomendada para a inclusão da Marfrig.

Rentabilidade Histórica

 
 out/19nov/19dez/19jan/20fev/20mar/20abr/20mai/20jun/20jul/20ago/20set/20out/20Acumulado
Carteira de Ações2,5%5,8%5,6%5,5%-8,5%-18,6%16,4%5,6%8,0%5,5%7,8%-2,1%0,0%32,7%
Ações Brasil3,4%1,1%14,5%4,3%-12,7%-39,3%14,9%9,4%14,7%12,1%0,3%-3,0%0,9%4,8%
     Ibovespa4,6%0,9%6,8%-1,6%-8,4%-29,9%10,3%8,6%8,8%8,3%-3,4%-4,8%-0,7%-8,4%
Ações EUA1,7%10,5%-3,4%6,8%-4,4%2,2%17,9%3,0%3,5%1,1%12,8%-1,5%-0,7%58,5%
     S&P 500 (em R$)1,9%9,0%-2,6%6,6%-4,4%1,9%18,8%1,6%4,3%0,8%12,6%-1,9%-0,4%56,9%
Benchmark3,2%5,0%2,1%2,5%-6,4%-14,0%14,5%4,4%6,1%3,8%6,2%-3,1%-0,5%23,1%
vs. Benchmark-0,7 p.p.0,8 p.p.3,4 p.p.3,0 p.p.-2,1 p.p.-4,6 p.p.1,9 p.p.1,2 p.p.1,8 p.p.1,7 p.p.1,6 p.p.1,0 p.p.0,5 p.p.9,6 p.p.
Rentabilidade desde 07/10/2019.
O benchmark é calculado por meio da rentabilidade do Ibovespa e do S&P 500 de maneira proporcional à alocação da carteira em Ações Brasil e Ações EUA.

 

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