Fundos de Investimento

A nova corrida do Ouro! Como investir na commodity dourada

Rafael Amaral10/08/2020

Neste relatório quero abordar um ativo que ganhou bastante atenção dos investidores e se destaca justamente em períodos de crise e de grande aversão ao risco.

 

Exatamente, estou falando do ouro.

Pelo fato de funcionar como uma reserva de valor pelas suas distintas características, ele tem a capacidade de servir como proteção em momentos de crise.

Nos últimos anos, ele já apresentava uma tendência de alta. Porém, em decorrência do início da pandemia de Covid-19 e o consequente impacto econômico trazido por ela, a relevância dele como um hedge ficou ainda mais aparente e acelerou seu desempenho em comparação com outras classes de ativos.

No ano, o ouro acumula uma alta de 29%, enquanto os mercados acionários americano e brasileiro registraram alta de 0,8% e queda de -9,2%, respectivamente.

Diante disso, é claro que o ouro brilha aos olhos dos investidores.

Rentabilidade acumulada em 2020:

No atual ambiente econômico global de altas incertezas nos mercados e um ambiente de baixíssimas taxas de juros, o papel do ouro de diminuir o risco das carteiras e melhorar a relação entre risco e retorno delas traduz o sentimento dos investidores, reafirmando o papel estratégico dele em um portfolio bem diversificado.

Calma que eu detalho isso para você.

Em consequência da disrupção econômica trazida pela pandemia, os bancos centrais ao redor do mundo reduziram agressivamente juros e expandiram programas de compras para estabilizar e estimular suas economias. Como consequência, ativos de riscos subiram de forma contundente.

Para se ter uma ideia, desde o final de março, o índice que acompanha a variação do mercado de ações global já registrou uma alta de 24,4%.

Além disso, a possível manutenção do cenário deve continuar a impulsionar o investimento em ouro. Isso porque, independentemente do tipo de recuperação, os efeitos trazidos pela pandemia na alocação de ativos serão prolongados e as características diferenciadas do ouro devem consolidá-lo como um ativo estratégico para se ter na carteira.

Entre os fatores que favorecem a demanda de investimento nele temos (1) este ambiente atual de elevado risco e incertezas, somado ao (2) baixo custo de oportunidade traduzido por taxas de juros baixas ao redor do mundo, além do (3) enfraquecimento da moeda fiduciária.

Outro ponto que joga a seu favor, é que o ouro já se mostrou um importante aliado do portfolio em tempos de inflação alta, com isso, servindo de proteção caso venha acontecer um cenário inflacionário no Brasil.

Diante disso, os investidores também vêm adotando o ouro em 2020 como uma parcela importante na estratégia de hedge para proteção de seus patrimônios, ou seja, eles estão usando o ouro e não mais tanto o dólar como proteção contra uma desvalorização do real.

Dito isso, enquanto lá fora os fundos de índices (ETFs) que investem em ouro batem recordes de captação, por aqui mais de R$ 2,1 bilhões e 100 mil cotistas já entraram nesses fundos.

E uma maneira de investir em ouro é justamente através dos fundos de investimento que têm como objetivo fornecer aos seus cotistas uma exposição a esses ativos.

Aqui no Brasil, por sua vez, investidores podem alocar nesse ativo atráves dos fundos multimercados de estratégia específica.

Mas, fique atento!

Pelo fato de todos os fundos terem exposição à mesma commodity, recomendo que você busque investir nos que possuem as menores taxas.

Abaixo eu destaquei alguns deles para você.

E, antes de terminar, vale ressaltar que, caso o gestor do fundo não faça o hedge da exposição cambial, a rentabilidade deles refletirá a variação da moeda norte-americana contra o real, ou seja, o cotista ganhará (ou perderá) tanto com a alta do ouro quanto com a valorização do dólar em relação ao real, como bem explica meu colega Samuel Torres, neste outro relatório.

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