Carteira diversificada: o que é, sua importância e como fazer

Ter uma carteira diversificada de investimentos é muito importante para a maior parte dos investidores.

De acordo com o seu perfil de investidor, você deve optar por uma carteira composta por ativos de renda fixa e/ou de renda variável. Na maioria das vezes, a melhor opção – e que gera mais lucros – é ter uma carteira diversificada.

Mas, afinal, você sabe o que significa ter uma carteira de investimentos diversificada? Existem diversas definições para esse termo e vamos mostrar algumas delas neste artigo.

Além disso, também mostraremos como você pode dar os primeiros passos em direção a uma carteira diversificada e o que precisa saber antes de escolher os ativos que farão parte dela.

Ficou curioso? Então acompanhe o artigo até o final e descubra tudo sobre diversificação de investimentos!

O que é uma carteira diversificada?

Também conhecida pelas palavras “cesta” ou “portfólio de investimentos”, alguns especialistas definem que o objetivo desse tipo de carteira é reduzir riscos causados pela oscilação do mercado financeiro.

 Já outros acreditam que uma carteira diversificada vai além, pois permite, também, uma maior rentabilidade no médio e longo prazo.

No final das contas, o ditado que mais se adequa ao termo “carteira de investimentos diversificada é: “nunca coloque todos os seus ovos em uma mesma cesta”.

De maneira prática, o termo significa, simplesmente, que a sua carteira conta com diferentes tipos de ativos, tanto fixos quanto variáveis, oferecendo riscos e rentabilidades variáveis.

Qual a sua importância?

Como mencionamos anteriormente, o objetivo desse tipo de carteira é diminuir os riscos de perder seu dinheiro. Essa também é a sua principal importância.

Com a diversificação, você consegue montar uma carteira blindada, que lhe permitirá ultrapassar períodos de crise sem muitas perdas.

Porém, é necessário ficar atento a alguns fatores que podem fazer com que tenha uma carteira diversificada “falsa”. É importante que faça uma diversificação dos indicadores, além de buscar por ativos de diferentes setores da economia. Entenda melhor abaixo.

 

Indexadores

Os indexadores são um dos fatores que podem escapar de vista na hora de considerar os investimentos. Eles servem como parâmetros para indicar a rentabilidade de um investimento pós-fixado. Alguns exemplos de indexadores: IPCA (inflação), CDI, dólar (câmbio), Ibovespa, entre outros.

Por exemplo, um investimento com indexador IPCA e taxa pré-fixada de 4,5% significa que ele renderá a inflação e somará mais 4,5% do dinheiro que está investido.

 

Setores da economia

Empresas que atuam na mesma área da economia tendem a sofrer de maneira parecida às oscilações do mercado de capitais. Se uma crise atinge o setor agropecuário – como uma praga que devasta algumas espécies de alimentos -, é provável que o valor de ações das empresas desse setor caia, por exemplo.

O ideal é buscar ativos de setores que tenham baixa correlação entre si. Com isso, altas na taxa de juros ou na inflação podem fazer um ativo perder rendimento, mas o outro irá aumentar, protegendo seus investimentos.

Como montar uma carteira diversificada?

Abaixo, veja o passo a passo para você montar a sua carteira de investimentos diversificada.

Confira!

 

1. Descubra o seu perfil de investidor

Existem alguns critérios que deve considerar na hora de entender qual o seu perfil de investidor. Um deles é entender em qual ciclo financeiro está a sua vida: acumulação, rentabilização ou preservação de capital.

Cada uma das opções diz respeito a um período da sua vida. O primeiro, acumulação, é para quem está no começo de sua vida profissional e está dando os primeiros passos para acumular uma reserva de emergência e começar a se dedicar aos investimentos.

Quem já possui capital investido mas ainda depende da profissão para manter seu padrão de vida está na fase da rentabilização.

Já a preservação é indicada para quem está em uma baixa do ciclo produtivo e com patrimônio construído, apenas com a preocupação de manter o padrão sem corroer o que construiu até aqui.

Além disso, também é necessário avaliar sua capacidade de risco e tolerância de risco. O primeiro refere-se à sua situação financeira e o quanto de risco você pode correr sem que isso afete suas finanças.

O segundo considera seu próprio perfil pessoal. Você consegue tolerar perder algum dinheiro em troca de um benefício maior no futuro? Ou não encara bem a perda de patrimônio em investimentos? Como você se comporta em relação ao risco?

Considerando esses estágios de sua vida profissional e financeira, além do seu perfil pessoal, você pode se encontrar dentro de algum desses cinco perfis.

Os cinco perfis

  • Moderado: indicado para quem está na fase de rentabilização ou preservação. Apesar da baixa tolerância ao risco, ainda consegue assumir algum risco que garanta melhores rendimentos no médio ou longo prazo;
  • Balanceado: com um pouco mais de tolerância em relação ao risco, esse perfil já consegue suportar oscilações de médio ou longo prazo. Antes disso, costuma investir em renda fixa para maior segurança;
  • Crescimento: perfil de quem está na fase de rentabilização, assumindo alguns riscos em até médio prazo para encontrar maior rentabilidade;
  • Sofisticado: aquele que entrou no mercado financeiro para ganhar dinheiro sem se importar muito com os riscos. A volatilidade faz parte do jogo para ele e esse perfil costuma estar presente nas operações de day trade;
  • Conservador: característico de quem está na fase de acumulação ou preservação, o perfil conservador é para quem não tem tolerância ao risco. Ativos de renda fixa são as opções mais usadas por quem segue esse perfil.

2. Decida o prazo da aplicação

O prazo da aplicação está diretamente ligado à sua rentabilidade. Para uma carteira diversificada, o ideal é ter ativos dentro dos três prazos.

Quanto menor o prazo de liquidez, menor é a rentabilidade. Ou seja, quanto mais tempo você puder deixar o seu dinheiro investido, mais ele irá render ao final do período. Vale lembrar que alguns ativos de médio ou longo prazo cobram taxas caso decida sacar os investimentos antes do prazo.

Entenda mais abaixo:

Curto

Ativos com prazo menor que 1 ano. Por conta do pouco tempo, esses ativos costumam ter liquidez diária e são os mais indicados para quem precisa compor uma reserva de emergência.

A reserva é o primeiro tipo de investimento que deve fazer e o volume deve ser o suficiente para custear todas as suas despesas por ao menos 6 meses. Dessa maneira, haverá sempre algum dinheiro a sacar caso precise pagar algo emergencial.

Fundos de curto prazo são considerados investimentos conservadores e costumam acompanhar indicadores como o CDI ou a Selic. Investimentos como o LCI, LCA e o CDB são os mais indicados, com a recente baixa do Tesouro Selic.

Médio

Fundos de investimento que operam no médio prazo costumam misturar ativos conservadores e arrojados em uma mesma carteira.

Dessa maneira, você corre menos risco, ao mesmo tempo que pode obter alguma rentabilidade. Costumam ter prazos de 2 a 5 anos para o resgate. Fundos multimercado e CDBs de médio prazo são recomendados.

Longo

Ativos de renda fixa costumam estar atrelados aos investimentos de longo prazo, embora não sejam os únicos. Indicado a quem atende ao perfil conservador, eles costumam ser os mais seguros.

Além disso, também são indicados para quem pode investir pouco no começo. Com o tempo e uma evolução na sua vida financeira, você pode investir mais para aumentar os rendimentos no final do período. Fundos imobiliários, de ações e debêntures incentivadas são alguns dos fundos recomendados para o longo prazo.

3. Saiba o que são ativos de renda fixa e variável

O mercado de capitais conta com dois tipos de ativos, cuja rentabilidade pode ser fixa ou variável.

Os ativos de renda fixa costumam ser mais seguros, portanto, você correrá pouco risco de perder dinheiro no investimento. Dívidas de títulos públicos, bancos e até mesmo empresas se encaixam nessa categoria. Tesouro Direto, CDB e LC são alguns exemplos de ativos de renda fixa.

Já os de renda variável, como o nome indica, são mais arrojados. Isso significa que seu valor pode aumentar ou diminuir de acordo com o mercado. Ações, FIIs e ETFs são exemplos de renda variável.

4. Defina quanto investir em cada tipo de renda

Essa definição depende do perfil de investidor que identificou acima. Pessoas com perfis mais conservadores costumam investir cerca de  90% da carteira em ativos de renda fixa.

Já os mais arrojados e sofisticados seguem o caminho inverso, apostando na volatilidade dos ativos de renda variável para montar sua carteira.

E então, qual o seu perfil? Em qual fase da vida financeira você está?

Acredita que precisa de ajuda para definir sua carteira diversificada de investimentos? Então entre em contato conosco que iremos lhe ajudar a tomar as melhores decisões!

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