Distorções e contrastes nos investimentos: como eles nos afetam?

Distorções e contrastes que se manifestam em sua mente podem afetar seu julgamento na hora de investir.

É necessário tomar muito cuidado para que o seu emocional não afete diretamente os lucros dos seus investimentos. As distorções e contrastes são vieses cognitivos que podem afetar a maneira como decide ao investir.

Esses vieses fazem parte de um estudo mais significativo, chamado de economia comportamental.

Ao longo do artigo, vamos definir o que são as distorções e contrastes nos investimentos, o que ela significa dentro da economia comportamental e conhecer outros vieses que podem afetar sua capacidade de decisão.

Fique conosco pelos próximos parágrafos e descubra o que pode estar fazendo com que seus investimentos não rendam tanto o quanto gostaria!

Distorções e contrastes – o que são e como funcionam?

Elas funcionam como distrações que tiram a sua mente das decisões objetivas, ou faz com que crie relações entre elas que não são necessariamente verdadeiras.

Para exemplificar como as distorções e contrastes nos investimentos funcionam, imagine que encontrou um ativo que te disseram ser de excelente rentabilidade. Seu único revés é o preço do papel, considerado bem alto.

Nesse momento, você criou um padrão em sua mente, relacionando rentabilidade e preço. Na verdade, esse ativo não tem uma rentabilidade tão boa assim, pelo preço que estão a cobrar.

No momento seguinte, essa mesma pessoa te apresenta outro ativo. Dessa vez, o preço é menor e dentro do seu orçamento, mas a rentabilidade também não é a mesma. O que você pensaria, nessa situação?

Que está fazendo um bom negócio, certo?

Errado, já que, se analisasse melhor, provavelmente encontraria ativos mais baratos e de melhor rentabilidade. Como essa pessoa que te indicou as ações usou as distorções e contrastes para te vender o segundo ativo, fazendo imaginar que o primeiro era rentável, quando essa não era a verdade.

Economia comportamental – o que é?

Para entender melhor sobre como as distorções e contrastes afetam suas decisões em investimentos, precisamos compreender o que é a economia comportamental.

Seu estudo tem início na segunda metade do século XX, no qual psicólogo refutaram o status quo que decisões de compra e investimentos eram inteiramente racionais.

Desbancando essa convenção, os autores criaram a economia comportamental como a conhecemos hoje. O objetivo desse estudo é entender como nossas emoções afetam nossas decisões sobre dinheiro, ensinando a desenvolver ferramentas para usá-las ao seu favor.

As distorções e contrastes são um pequeno ramo desse estudo, sendo classificadas como viés cognitivo.

Os vieses cognitivos são tendências que apresentamos em nosso comportamento subconsciente. Ou seja, ferramentas que não notamos e nem premeditamos ao decidir. Elas nos afetam sem que saibamos.

Os diferentes vieses da economia comportamental

As distorções e contrastes não são os únicos vieses cognitivos que existem. A seguir, veja alguns dos outros principais vieses cognitivos que afetam nossas decisões diariamente.

 

Viés de confirmação

Estamos mais dispostos a aceitar argumentos e tomar decisões de acordo com nossos próprios valores e modo de ver o mundo.

Isso significa que é provável que você acredite em alguém que tenha argumentos parecidos aos seus, mesmo que o outro lado se apresente melhor. Você até pode mudar de ideia, mas o outro lado deve se esforçar mais para te convencer do que alguém com pensamento próximo ao seu.

O viés da confirmação também age quando buscamos por informações e evitamos acessar aquelas que sabemos que irá confrontar nossas ideias preconcebidas.

 

Viés de diversificação

É um viés útil para os investimentos. Temos a tendência natural de diversificar nossas escolhas quando precisamos adquirir itens como compras ou investimentos.

O viés de diversificação atua, por exemplo, quando compramos diversos sabores de um tipo de alimento – como uma pizza -, mesmo quando já temos uma favorita.

Isso pode acontecer mesmo que tenhamos certeza do que preferimos. Quando falamos em investimentos, isso significa que temos a tendência de diversificar os ativos, mesmo que já tenhamos um de excelente rentabilidade.

Esse é um bom viés a se aplicar, já que torna sua carteira de investimentos mais segura.

 

Viés de otimismo

Se você é um otimista incorrigível, talvez seja porque é constantemente afetado pelo viés de otimismo. Nesse viés cognitivo, decidimos pensando que o provável é que o futuro nos reserve resultados positivos.

Embora ser uma pessoa positiva seja útil e melhor para a vida em geral, o viés de otimismo pode ser prejudicial, especialmente quando ignoramos alertas e baixa probabilidade de um investimento dar certo.

Vale mencionar que o viés do otimismo surte mais efeito em algumas pessoas que outras. Se você se considera um pessimista de carteirinha, talvez seja porque não é tão afetado por esse viés.

 

Viés de retrospectiva

Os mais afetados por esse viés são aqueles que já adquiriram bastante experiência. Embora ela seja útil e dê valorosos ensinamentos, ela também pode ser uma armadilha mental.

Sem um discernimento sobre as boas e más lições, pode acabar decidindo de acordo com seu viés de retrospectiva, mesmo quando uma variável nova se apresenta. Ou seja, ela acaba fornecendo um julgamento distorcido sobre ativos que já havia investido antes.

Como as distorções e contrastes nos investimentos nos afetam?

Por conta de informações que muitas vezes são oferecidas de maneira equivocada – sejam erros acidentais ou propositais -, podemos fazer mau julgamento por um ativo ou fundo de investimentos disponível.

Isso significa que, para evitar esse viés cognitivo, é necessário fazer uma pesquisa extensa, não seguindo apenas as indicações que passaram a você. Procure diversos especialistas e verifique o que dizem sobre os ativos. 

Com opiniões diversas, poderá descobrir ativos que irão tornar sua carteira de investimentos mais rentável, além de afastar esse viés cognitivo prejudicial.

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