O que é rendimento e como usá-lo para multiplicar seu patrimônio

Entender o que é rendimento é o primeiro passo para fazer o seu patrimônio multiplicar. Descubra como usá-lo a seu favor.

Entender o que é rendimento nos investimentos é o primeiro passo para quem deseja multiplicar o próprio patrimônio.

Também conhecido como rentabilidade, o rendimento é o retorno que você obtém a partir dos seus investimentos, podendo ser positivo, quando o patrimônio se valoriza, ou negativo, caso o patrimônio se desvalorize.

Ao aumentar os seus rendimentos, você consegue ganhos mais consistentes, o que faz toda a diferença no longo prazo. Neste artigo, você vai entender o que é rendimento e como usá-lo a seu favor para a independência financeira.

O que é rendimento nos investimentos

O rendimento pode ser entendido como o retorno de uma aplicação financeira: a diferença entre o valor que você investiu e o valor atual. Por isso, também é conhecido como a rentabilidade de um investimento.

Quando uma aplicação tem retorno acima do que você investiu, chamamos de retorno positivo. Quando o contrário acontece, e o seu patrimônio se desvaloriza, o retorno foi negativo.

Quer exemplos de rendimento? Com a taxa Selic a 3%, em dados de maio de 2020, a poupança tem um rendimento de 2,1% em 12 meses. Significa que, se a taxa Selic não for alterada durante esse período, quem investir R$ 10 mil na poupança vai ter um rendimento de R$ 210 ao final dos doze meses.

Já o índice Ibovespa, o principal indicador da bolsa de valores brasileira, teve um rendimento de 31,58% em 2019, por exemplo, em um ano que ficou marcado pelo recorde de CPFs cadastrados na bolsa. Neste caso, quem investiu R$ 10 mil em um ETF que replica o índice, como o BOVA11, teria um rendimento de aproximadamente R$ 3.158,00, sem considerar taxas.

Como aumentar o rendimento dos seus investimentos

Agora que você já sabe o que é rendimento, vamos entender como aumentar os seus rendimentos nas suas aplicações financeiras – o desejo de 10 entre 10 investidores.

Defina seus objetivos

Antes de pensar em aumentar os seus rendimentos, você precisa definir os seus objetivos para o dinheiro. Qual o horizonte de investimento? Você pode precisar desse montante em breve? Quer investir para comprar uma casa em dez anos, ou para alcançar a independência financeira em 30 anos? Essas definições vão afetar todas as suas decisões daqui para frente.

Conheça o seu perfil de investidor

Depois de definir os seus objetivos, você precisa conhecer o seu perfil de investidor. O mais importante, aqui, é descobrir o seu grau de aversão ao risco, para entender quanto do seu patrimônio você pode aplicar em renda variável, já que essa se transformou na única maneira de alcançar maiores rendimentos com a Selic batendo a mínima histórica, o que prejudica os retornos da renda fixa.

Estude o mercado de renda variável

Agora, é hora de mergulhar de cabeça no mercado de renda variável. Estude, principalmente, os fundos de ações, as ações negociadas na bolsa de valores e os fundos imobiliários. Se você tiver um apetite ainda maior por risco, dê uma olhada nas opções e criptomoedas.

Faça cursos, encontre um mentor, assine casas de análise, acompanhe produtores de conteúdo nas redes sociais e no Youtube para assimilar o máximo de conhecimento possível sobre esse mercado. Essa é a uma tarefa intransferível – ninguém vai poder fazer por você.

Aumente sua exposição ao risco

Depois de estudar e encontrar os ativos que você mais se identifica na renda variável, é hora de aumentar, gradativamente, a sua exposição ao risco. Como vimos, a taxa Selic nas mínimas históricas minou os rendimentos da renda fixa. Se era possível obter facilmente retornos na casa de dois dígitos em renda fixa quando a Selic estava em 14,25%, em 2016, isso não é mais verdade com a Selic em 3%.

Por isso, a única maneira de aumentar os seus rendimentos é aumentando a sua exposição ao risco no mercado de renda variável ou de títulos de crédito privado, como as debêntures, que são opções de renda fixa com mais risco – e maior potencial de retorno.

Diversifique sua carteira

A última dica é a diversificação. Ao se expor a diferentes tipos de ativos, com diferentes prazos e diferentes riscos, você consegue controlar a sua exposição ao risco e aumentar o potencial de retorno dos seus investimentos, sem abrir mão da segurança. 

Quanto mais diversificada a sua carteira de investimentos, menor o risco de algum evento específico afetar de forma decisiva o seu rendimento.

Por que mirar o longo prazo nos rendimentos

Já entendemos o que é rendimento e como aumentá-lo para obter retornos maiores. Agora, vamos descobrir por que mirar o longo prazo para os seus rendimentos faz todo o sentido.

Juros compostos fazem mágica no longo prazo

A maior arma do investidor de longo prazo são os juros compostos, os juros sobre juros. Isso acontece porque o patrimônio vai se acumulando, e a rentabilidade sempre é medida sobre o valor total, e não sobre o valor inicial do investimento.

No longo prazo, é isso que enriquece o investidor que tem paciência. Observe dois exemplos, com investimento inicial de R$ 10 mil, aportes mensais de R$ 1000 e um rendimento de 10% ao ano.

  • Em um ano, você teria R$ 23.540 acumulados, um rendimento de R$ 1.540 em relação aos R$ 22 mil aplicados no período
  • Em dez anos, você teria um total acumulado de R$ 225,8 mil, sendo R$ 95,8 mil de rendimentos e R$ 130 mil investidos.
  • Em 30 anos, você teria um total de R$ 2,2 milhões acumulados, sendo R$ 1,8 milhão fruto de rendimentos, para apenas R$ 370 mil que saíram efetivamente do seu bolso.

 

Maiores rentabilidades da renda fixa ocorrem no longo prazo

Outro argumento a favor do longo prazo, quando falamos em rendimentos, está nas alternativas de renda fixa. Se você comparar os títulos públicos e privados à disposição no mercado financeiro, vai notar que, para o mesmo produto, quanto maior for o prazo, maior tende a ser o rendimento.

O motivo é simples: se o seu dinheiro ficará mais tempo retido por quem emitiu os títulos, faz sentido que o retorno seja maior, porque crescem as alternativas para usar aquele dinheiro.

Ninguém bate o mercado de ações no longo prazo

Quando falamos em rendimento no longo prazo, é impossível deixar de mencionar que as ações são o melhor investimento, como mostrou o autor Jeremy Siegel no livro “Investindo em ações no longo prazo”:

O gráfico compara o rendimento anualizado de várias classes de ativos entre 1802 e 2012 nos Estados Unidos, e prova que nenhuma aplicação financeira superou as ações. Títulos públicos, títulos privados, dólar e ouro: todos ficaram atrás das “stocks”.

É fácil entender o motivo, já que a tendência de países com economia de mercado é o crescimento das empresas, fruto de ganhos de escala, maior densidade populacional, mais eficiência e tecnologia. No longo prazo, ninguém agrega mais valor do que as empresas.

E aí, gostou das dicas? Se você quer melhorar o rendimento dos seus investimentos, assine a Capital Research e tenha acesso aos melhores relatórios do mercado financeiro.

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